quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Estou Em Férias!
Voltarei a atualizar Convite as Letras em fevereiro.
A propósito, o correto é "em férias" ou "de férias"?
As duas formas são aceitas.
Mas o ideal é usar “em” se o verbo reger essa preposição: “Ele entrou em férias”.
E a preposição “de” se for ela o conectivo cobrado pelo verbo: “Ele saiu de férias”.
Atenção! Quando a palavra “férias” é modificada por um adjetivo, a preposição “em” passa a ser obrigatória: “Os trabalhadores das montadoras entrarão em férias coletivas”; "Ela saiu em férias merecidas”.
sábado, 5 de novembro de 2011
Como Gostar de Ler?
Mas por que ler?
A sabedoria, que é o tipo mais preciso do conhecimento, só pode ser encontrada nos grandes autores da literatura, todo bom pensamento depende da memória, não é possível pensar sem lembrar.
A PALAVRA
...tudo está na palavra... Uma ideia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu...
...saímos perdendo... saímos ganhando... levaram o ouro e nos deixaram o ouro... levaram tudo... e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras
(Pablo Neruda. Confesso que vivi. 11. ed. Rio de Janeiro: Diefel, 1980.p.51-2)
De fato, uma pessoa pode passar a vida inteira sem ler uma única página. Os livros não mudam a vida, mas nos fazem ter uma perspectiva diferente dela. Uma perspectiva, nos melhores casos, menos iludida - sobre os outros e sobre nós mesmos.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Poema: Versos Simples
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Pré apresentação do Pré-projeto do tcc !!!!!
situar com relação ao TCC - Trabalho de Conclusão de Curso na sua graduação. Estou no 4° Período e temos que escolher um Tema para enviar a Secretaria do Curso de Letras o tema já foi escolhido e a pré-apresentação do pré-projeto também então é uma idéia que espero continuar lapidando até o 8° período!
O ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa em sala de aula deve ser usado sempre em favor do aluno, para servi-los e não o contrário. O que nota-se é que ao invés de esse ensino da língua materna Portuguesa na escola conduzir o aluno a uma elasticidade de expressões, o que se tem é o efeito contrário, onde o aluno se sente um “estrangeiro” no mundo vocabular do professor, Devido à diversidade lingüística.
2. JUSTIFICATIVA
Esta pesquisa tem como finalidade observar dentro do processo de ensino-aprendizagem a utilização da gíria nas aulas de Língua Portuguesa, de fazer os alunos capazes de conduzirem uma boa comunicação em diferentes lugares e ocasiões sem se sentirem pressionados pelo ditadorismo do ensino da norma culta da língua portuguesa. Também de maneira geral, existem muitas constatações de suas dificuldades em aprender uma língua materna Portuguesa bem oralizada e principalmente escrita, devido à linguagem informal e cheia de gírias trazida consigo do ambiente social em que o aluno convive. Nada melhor que isto ser exemplificado com uma atitude nova do professor, mostrando a importância de um falar e de uma escrita correta, onde ao invés da correção da forma coloquial do alunado, mostrar a sua adequação as circunstâncias de uso, isso como ferramenta pedagógica, em vista que os problemas na produção oral e escrita são em muitos casos herdados de uma sociedade de linguagem informal, uma vez que praticamente o ensino da língua não tem uma metodologia diferente para os usuários das gírias e para os não-usuários das gírias.
3.1. OBJETIVO GERAL.
3.2. OBJETIVO ESPECÍFICO.
4. METODOLOGIA.
Esta pesquisa consiste em um levantamento bibliográfico tendo como base deste trabalho propostas de diversos autores sobre o tema tratado relacionado ao processo de ensino-aprendizagem da língua Portuguesa.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A Educação e cultura no mundo medieval
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Debate sobre o ensino da língua portuguesa
O Prof. Sérgio Nogueira falou sobre seus 40 anos de magistério em escolas de ensino fundamental, médio e universidades. Falou que conhece a variação linguística(bem como todos os demais professores) mas que o aluno precisa se apropriar do conhecimento da língua padrão. Completando o que fora dito anteriormente, o Prof. Deonísio da Silva lembrou que Machado de Assis, sendo mulato, epilético, gago não se deu por vencido e apropriou-se da língua padrão tornando-se um mestre reconhecido não apenas no Brasil.
De sua comodidade na UNB, Marcos Bagno falou em variação linguística todo o tempo e disse que entre os 40 membros da Academia Brasileira de Letras e os 4.000 membros da Associação Brasileira de Linguística(ABRALIN), ele prefere aos últimos. O curioso no discurso de Bagno é nunca se referir à Academia Brasileira de Filologia.
O Prof. Sérgio Nogueira falou que o desrespeito que alguns "doutores" têm pelos professores de língua portuguesa é incoerente porque a linguística faz parte do preparo destes professores, motivo pelo qual não se pode afirmar que eles desconheçam o assunto em questão. Apenas sabem que o aluno precisa aprender a língua padrão. Os tais "doutores" defendendo a variação linguística e repudiando a Gramática Normativa se posicionam como donos da verdade.
O debate foi interessante e mostrou o quanto precisamos ouvir os dois lados da questão.
De volta às Aulas!!!!!
estarei voltando a postar no blog. estamos na ativa pra mais um semestre letivo e
espero contribuir no conhecimento do Português em sua Gramática,
abraços!!!!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Particularidades do Português!
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Voce escreve a ou à alguem?
Certas expressões são usadas no dia-a-dia e nem bem sabemos de onde vieram. Muitas são culturais como “sem eira nem beira”, mas outras são resultados apenas de mecanismos linguísticos que, em minha opinião, vêm facilitar o uso da linguagem. Vejam por exemplo o caso deste post. Como é que se deve escrever? “A ou À Machado de Assis?“
Depende, meu caro leitor. Se ele está escrevendo "para Machado de Assis”, não há o acento grave:
"Ele escreve a Machado de Assis." (= para Machado)
Se ele escreve "à moda ", "ao estilo" de Machado de Assis, primeiramente tenho de expressar minha admiração, pois é um dos meus escritores preferidos e, nesse caso, o uso do acento grave é obrigatório:
"Ele escreve à Machado de Assis." (= ao estilo de Machado de Assis)
Bom, pelos exemplos, vemos que usaremos o acento grave sempre que houver uma destas locuções subentendidas: "à moda de", "à maneira de" ou "ao estilo de":
"Sapato à Luís XV."
"Poesia à Manuel Bandeira."
"Revolução à 1930."
"Vestir-se à 1800."
"Filé à francesa."
"Bife à milanesa."
OBSERVAÇÃO 1: Em "Moramos em São José dos Campos de 2005 a 2010", não há crase porque não há artigo definido antes de 2010. Em "Elas se vestem à 1970", há acento grave porque subentendemos "à moda de 1970".
OBSERVAÇÃO 2: Se os nossos cardápios fossem bem escritos, em português é claro, teríamos um "festival de crase":
"Viradinho à paulista." (=à moda de São Paulo)
"Tutu à mineira." (=à moda de Minas)
"Camarão à baiana." (=à moda da Bahia)
"Churrasco à gaúcha." (=à moda gaúcha)
Observe que neste caso o acento grave deve ser usado mesmo antes de palavras masculinas:
"Churrasco à Osvaldo Aranha." (=à moda de Osvaldo Aranha)
O simples fato de estar no cardápio não garante a crase:
"Filé a cavalo"
"Frango a passarinho."
Não usamos o acento grave nesses dois exemplos. A locução "à moda de" não está subentendida. Um "filé a cavalo" não é um "filé à moda do cavalo". Ainda bem, pois seria, no mínimo um paradoxo “vegan”!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
uso do G ou J?
Use G em:
- Palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio e -úgio.
Exemplos: pedágio, colégio, litígio, relógio, refúgio.
- Palavras terminadas em -gem.
Exemplos: ferrugem, selvagem, massagem, mixagem.
- Palavras derivadas de outras que já sejam grafadas com G.
Exemplos: tingir - tingido - tingimento
Use J em:
- Palavras de origem tupi (indígena) e africana. (Engraçado que "indígena" se refere a índios, mas se grafa com G...)
Exemplos: biju, canjarana, canjica, jabuticaba, jacaré, jenipapo, jerimum, jibóia, pajé. (Exceção: Sergipe.)
- Verbos terminados em -jar ou -jear.
Exemplos: arranjar, despejar, sujar, viajar, trajar, ultrajar, granjear, gorjear, lisonjear.
- Palavras derivadas de outras já grafadas com J.
Exemplos: granja - granjeiro, laje - lajeado, etc.
Tome cuidado com o verbo viajar e o substantivo viagem (e talvez, alguns outros). Nas palavras terminadas em -agem, grafamos com G (como em viagem: "A viagem foi boa."). Mas os verbos terminados em -jar são grafados com J (senão ficaria /gar/, como em /garfo/, eis mais uma burrice da língua que permanece até os dias de hoje). Então, do verbo viajar, derivam suas formas, viajei, viajaram, etc. Da mesma forma, por ser derivada do verbo (na verdade, por ser uma forma conjugada do verbo), a palavra "viajem" com sentido de verbo, fica com J: "Compre os ingressos, para que eles viajem.". Nesse caso, viajem vem de viajar, que já é com J, por ser um verbo terminado em -jar.
Viajem ou viagem?
É comum termos essa dúvida! Sempre quando vamos escrever ficamos na incógnita: escrevo com “g” ou com “j”?
Vamos esclarecer esse problema de uma vez por todas! Observe:
a) A viagem que você irá fazer demora bastante, não é mesmo?
b) É provável que você viaje hoje, não é?
Qual a diferença entre essas orações acima, além das grafias viajem e viagem?
Na primeira, viagem é um substantivo que faz parte do sujeito. Já na segunda, é um verbo do sujeito “você”.
Assim, toda vez que viagem for um substantivo e indicar o ato de viajar, deverá ser escrito com “g”.
Quando for a flexão do verbo viajar na terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo, virá com “j”: que eles viajem o mais breve possível, pois o trânsito já está começando a ficar ruim.
Veja outros exemplos:
Vocês fizeram boa viagem?
Não é bom que vocês viajem com chuva.
Eu viajei para Espírito Santo e foi ótimo!
A viagem para Espírito Santo foi ótima!
É praticamente certeza que a minha viagem será adiada!
Costa ou costas?

“Costas”, no sentido de dorso ou parte traseira do corpo ou de algum objeto, deve ser grafada sempre no plural. É o caso de frases como: • “Estou com dor nas costas.” • “Ela caiu de costas.”
Já a forma singular “costa” tem utilização mais abrangente e serve para designar a região litorânea próxima ao continente, também chamada de “região costeira”. Pode ser também uma parte do mar próxima a terra firma, ou a área ocupada pelas margens de rios, lagos, lagoas, etc.
Dica importante: nunca diga “dor nas minhas costas”, pois com partes do nosso corpo não se utilizam pronomes possessivos. Você diz: “Estou com dor nas costas.”, “Estou com dor nas pernas.”
Bom Fim de Semana ou Bom final de semana?

O adjetivo “final” evoca a despedida no fim do expediente às sextas: “Bom final de semana!”. Melhor seria desejar “bom fim semana”. “Final” é originalmente adjetivo e acompanha substantivo. É algo que pertence à última parte, equivalente ao fim em várias situações. Na conclusão de um evento: “o caso teve final doloroso”.
No desenrolar de uma obra: “o final da peça foi trágico”. E na última disputa em competições: “o jogo final foi empolgante”.
Segundo o dicionário Aurélio, a locução “fim de semana” é “o tempo decorrido, em geral, entre a noite de sexta-feira e a manhã de segunda, aproveitado para o descanso e o lazer”. Corresponde ao inglês weekend. Essa forma também é a recomendada por manuais de redação.
Alguns sábios lembrarão que o povo faz a língua e que o costume atropela normas e racionalidades estreitas. De modo que, se continuarem insistindo em dizer “bom final de semana”, como fazem, por exemplo, muitos âncoras de noticiosos, a expressão se firmará e, no fim, ninguém sofrerá por isso.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A Difícil Língua Portuguesa!

*A Língua Portuguesa é difícil…..até para fazer amor!
Amar é… O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz à mulher que já estava deitada :
- Querida, eu quero amá-la.
A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde:
- A mala… ah não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.
- Não é isso querida, hoje vou amar-te.
- Por mim, você pode ir até Júpiter, até Saturno e até “à puta que o pariu”, desde que me deixe dormir em paz…
A História da Nossa Língua!

Desde que os portugueses chegaram a este lado do Atlântico, há cinco séculos, muita coisa mudou no jeito de falar
| 1500 | Os cerca de 5 milhões de indígenas que aqui viviam, distribuídos em mais de 1 500 povos, falavam em torno de mil línguas de vários grupos linguísticos |
| 1580 | Começa a ser registrada a Língua Geral Paulista, difundida por padres jesuítas e bandeirantes. “Tucuriuri” significava “gafanhotos verdes” |
| 1700 | Surgem registros da Língua Geral Amazônica, de base tupinambá, e do dialeto de Minas, misto de português com o Evé-fon, trazido por escravos africanos |
| 1759 | O Marquês de Pombal promulga lei impondo o uso da língua portuguesa, mas ainda coexistem NO PAÍS DIVERSOS idiomas indígenas e africanos |
| 1808 | A chegada da família real é decisiva para a difusão da língua: são criadas bibliotecas, escolas e gráficas (e, com elas, jornais e revistas) |
| 1850 | Imigrantes europeus aportam em grande número no país, incentivando transformações no idioma com a introdução de diversos estrangeirismos |
| 1922 | A Semana de Arte Moderna leva o português informal para as artes. A crescente urbanização e o surgimento do rádio ajudam a misturar variedades linguísticas |
| 1988 | A Constituição garante a preservação dos dialetos de grupos indígenas e remanescentes de quilombos. Hoje Ha 180 línguas indígenas e mil quilombolas |
| 1990 | Com a TV presente em mais de 90% dos lares, não se constata isolamento linguístico. Começa a nascer a linguagem rápida usada na internet |
1- O que acontece com a Língua Portuguesa no Brasil entre 1500 e 1990?
2- Se até o ano de 1500 a população brasileira era constituída por indígenas, por que as línguas indígenas vêm sendo dizimadas no país?
3- O que acontece quando há a mistura de pessoas que falam línguas diferentes?
4- Como a Semana da arte Moderna influenciou a história da língua Portuguesa?
5- Apesar das influências externas, grupos indígenas e remanescentes quilombolas conseguem preservar seu dialeto. Como isso é possível?
6- Com o advento da TV no Brasil, houve mudanças no comportamento das pessoas? Explique:
7- O que acontece com o uso da linguagem a partir de 1990?
8- Cite exemplos de palavras herdadas da cultura indígena, ligadas à flora e à fauna.
9- Cite exemplos de palavras ligadas à religião e à cozinha afrobrasileiras.
10- A internet está mudando a maneira como lemos e escrevemos. Cite pontos positivos e pontos negativos da chamada “era digital”.
Espero ter Ajudado!Literatura Brasileira - Resumo das Eras...
Quinhentismo (século XVI)
Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no começo da colonização. Representante da Literatura Jesuíta ou de Catequese, destaca-se Padre José de Anchieta com seus poemas, autos, sermões cartas e hinos. O objetivo principal deste padre jesuíta, com sua produção literária, era catequizar os índios brasileiros. Nesta época, destaca-se ainda Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral. Através de suas cartas e seu diário, elaborou uma literatura de Informação ( de viagem ) sobre o Brasil. O objetivo de Caminha era informar o rei de Portugal sobre as características geográficas, vegetais e sociais da nova terra.
Barroco ( século XVII )
Essa época foi marcada pelas oposições e pelos conflitos espirituais. Esse contexto histórico acabou influenciando na produção literária, gerando o fenômeno do barroco. As obras são marcadas pela angústia e pela oposição entre o mundo material e o espiritual. Metáforas, antíteses e hipérboles são as figuras de linguagem mais usadas neste período. Podemos citar como principais representantes desta época: Bento Teixeira, autor de Prosopopéia; Gregório de Matos Guerra ( Boca do Inferno ), autor de várias poesias críticas e satíricas; e padre Antônio Vieira, autor de Sermão de Santo Antônio ou dos Peixes.
Neoclassicismo ou Arcadismo ( século XVIII )
O século XVIII é marcado pela ascensão da burguesia e de seus valores. Esse fato influenciou na produção da obras desta época. Enquanto as preocupações e conflitos do barroco são deixados de lado, entra em cena o objetivismo e a razão. A linguagem complexa é trocada por uma linguagem mais fácil. Os ideais de vida no campo são retomados ( fugere urbem = fuga das cidades ) e a vida bucólica passa a ser valorizada, assim como a idealização da natureza e da mulher amada. As principais obras desta época são: Obra Poética de Cláudio Manoel da Costa, O Uraguai de Basílio da Gama, Cartas Chilenas e Marília de Dirceu de Tomás Antonio Gonzaga, Caramuru de Frei José de Santa Rita Durão.
Romantismo ( século XIX )
A modernização ocorrida no Brasil, com a chegada da família real portuguesa em 1808, e a Independência do Brasil em 1822 são dois fatos históricos que influenciaram na literatura do período. Como características principais do romantismo, podemos citar: individualismo, nacionalismo, retomada dos fatos históricos importantes, idealização da mulher, espírito criativo e sonhador, valorização da liberdade e o uso de metáforas. As principais obras românticas que podemos citar: O Guarani de José de Alencar, Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães, Espumas Flutuantes de Castro Alves, Primeiros Cantos de Gonçalves Dias. Outros importantes escritores e poetas do período: Casimiro de Abreu, Álvares de Azevedo, Junqueira Freire e Teixeira e Souza.
Realismo - Naturalismo ( segunda metade do século XIX )
Na segunda metade do século XIX, a literatura romântica entrou em declínio, juntos com seus ideais. Os escritores e poetas realistas começam a falar da realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano. Como características desta fase, podemos citar: objetivismo, linguagem popular, trama psicológica, valorização de personagens inspirados na realidade, uso de cenas cotidianas, crítica social, visão irônica da realidade. O principal representante desta fase foi Machado de Assis com as obras : Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O Alienista. Podemos citar ainda como escritores realistas Aluisio de Azedo autor de O Mulato e O Cortiço e Raul Pompéia autor de O Ateneu.
Parnasianismo ( final do século XIX e início do século XX )
O parnasianismo buscou os temas clássicos, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Os autores parnasianos usavam uma linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Diziam que faziam a arte pela arte. Graças a esta postura foram chamados de criadores de uma literatura alienada, pois não retratavam os problemas sociais que ocorriam naquela época. Os principais autores parnasianos são: Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.
Simbolismo ( fins do século XIX )
Esta fase literária inicia-se com a publicação de Missal e Broquéis de João da Cruz e Souza. Os poetas simbolistas usavam uma linguagem abstrata e sugestiva, enchendo suas obras de misticismo e religiosidade. Valorizavam muito os mistérios da morte e dos sonhos, carregando os textos de subjetivismo. Os principais representantes do simbolismo foram: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.
Pré-Modernismo (1902 até 1922)
Este período é marcado pela transição, pois o modernismo só começou em 1922 com a Semana de Arte Moderna. Está época é marcada pelo regionalismo, positivismo, busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial e valorização dos problemas sociais. Os principais autores deste período são: Euclides da Cunha(autor de Os Sertões), Monteiro Lobato, Lima Barreto, autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma e Augusto dos Anjos.
Modernismo (1922 a 1930)
Este período começa com a Semana de Arte Moderna de 1922. As principais características da literatura modernista são: nacionalismo, temas do cotidiano (urbanos), linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos. Principais escritores modernistas: Mario de Andrade,Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo, Alcântara Machado e Manuel Bandeira.
Neo-Realismo (1930 a 1945)
Fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as críticas e as denúncias aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos místicos, religiosos e urbanos também são retomados. Destacam-se as seguintes obras : Vidas Secas de Graciliano Ramos, Fogo Morto de José Lins do Rego, O Quinze de Raquel de Queiróz e O País do Carnaval de Jorge Amado. Os principais poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles.

